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terça-feira, 17 de março de 2009

DIREÇÃO NACIONAL DA UJS DEFINE PLANEJAMENTO DE GESTÃO E PLANO PARA CONGRESSO DA UNE

A Direção Nacional da UJS aprovou seu planejamento até 2010, promoveu alterações na executiva e elegeu a nova comissão diretora da entidade. Destaques no primeiro semestre de 2009, o plano de atuação para o Congresso da UNE, o Encontro Nacional de Universitários da UJS e a Jornada de Lutas foram os pontos altos do debate.

O presidente da UJS, Marcelo Gavião, acredita que a reunião cumpriu papel importante para os desafios da gestão. "Essa foi uma ótima reunião. Nosso planejamento vai dar cabo da construção de grandes atividades da UJS em várias frentes, principalmente no movimento estudantil, em que a orientação de fazer a maior campanha da história dos congressos da UNE ajudará a não só fortalecer a União Nacional dos Estudantes como garantir o crescimento e maior organização da UJS pelas universidades do país, mobilizando o conjunto da juventude para denunciar os verdadeiros responsáveis pela crise internacional que tem ampliado o desemprego juvenil".
Após a apresentação da atualização política, que teve ênfase na crise econômica do capitalismo e a necessidade de lutar para que a conta não seja jogada nas costas do povo, o planejamento foi apresentado com centro nas campanhas próprias da UJS, em especial a comemorativa dos 25 anos da entidade - "Canto a Esperança de Um Mundo Novo". A outra campanha, esta de caráter conjuntural, será sobre a conquista de mais direitos para a juventude, apresentada através de bandeiras para a Juventude Trabalhadora, Políticas Públicas de Juventude e Educação, e deverá se estender até a batalha eleitoral de 2010.

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Foi ressaltado, no debate entre os dirigentes, a necessidade de avançar na fase de consolidação da UJS como entidade juvenil, socialista e de massas, organizada em várias frentes de atuação e enraizada através de núcleos. Também foi debatida a necessidade de avançar ainda mais no fortalecimento das áreas de trabalho da entidade, como organização, formação, comunicação e finanças.

Finanças e mudanças na Executiva
Na noite de quinta foi apresentado o planejamento financeiro para o ano de 2009, com destaque para o lançamento da carteirinha de militante da UJS, que estará disponível já no próximo dia 23 de março, no Encontro Universitário, e também poderá ser adquirida pela internet, aqui no site.

A direção executiva da entidade sofreu alterações. Dando consequência à resolução do 14º Congresso Nacional de reequilibrar as atenções conferidas ao movimento universitário e secundarista, fortalecendo o acompanhamento do segundo com dirigente designado exclusivamente para isso, o diretor Ossi Ferreira assumiu a pasta de Diretor de Movimento Estudantil Secundarista. Em seu lugar, na pasta de Organização, assumiu Arilton Freres, atual presidente da UJS no Paraná.

A maior campanha da história dos Congressos da UNE
O debate sobre o movimento universitário teve como eixos principais a campanha para o 51º Congresso da UNE e o Encontro Nacional de Estudantes Universitários da UJS, que acontecerá nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo.

O plano para o movimento universitário é audacioso e pretende comportar maior mobilização de estudantes já realizada pela UJS para um Congresso da UNE. A ideia é aproveitar o momento para construir grande campanha de filiação entre os universitários e consolidar a presença da UJS através de núcleos nas maiores universidades, públicas e privadas, das maiores cidades.

A avaliação geral entre os jovens socialistas é que o ambiente político de crise econômica profunda do capitalismo favorece a ampla unidade do movimento estudantil em contraponto aos que querem dividir seus custos com o povo. Assim, os estudantes poderão buscar na Conferência Nacional de Educação a implementação de suas bandeiras.

Além disso, o ano de 2010 terá uma eleição definidora de rumos para o país e a luta por grandes transformações vai exigir que os movimentos sociais estejam unidos em torno de um projeto político que reafirme as conquistas dos últimos anos e amplie direitos dos brasileiros.

Jornada de Lutas
Por essa situação política, a UJS empenhará esforços para construir uma grande Jornada de Lutas entre os dias 30 de março e 1 de abril, com atenção especial para as mobilizações a serem realizadas nas capitais dos maiores estados.

O lema da Jornada será "Essa crise não é nossa! Queremos mais direitos!" e também será uma resposta dos movimentos sociais frente aos ataques que a grande mídia vem desferindo às organizações populares, buscando criminalizá-las e desmoralizá-las.

Comissão Diretora
Por fim, a reunião elegeu, por unanimidade, a nova Comissão Diretora da entidade, que se reunirá mensalmente e terá a incumbência de dirigir politicamente a UJS entre as reuniões da Direção Nacional.

Veja a Executiva e a Comissão Diretora:

Executiva
Presidente: Marcelo Gavião
Organização: Arilton Freres
Finanças: Anderson Souza
Comunicação: Fernando Borgonovi
Formação: Titi Alvares
Movimento Estudantil Universitário: Márcio Cabral
Movimento estudantil Secundarista: Ossi Ferreira
Jovens Trabalhadores: Vitor Espinoza
Hip Hop e movimentos de periferia: Mano Oxi
Jovens Cientistas: Elisângela Lizardo
Presidente UJS/SP: Renata Lemos Petta

Comissão Diretora
Presidente: Marcelo Gavião
Organização: Arilton Freres
Finanças: Anderson Souza
Comunicação: Fernando Borgonovi
Formação: Titi Alvares
Diretor de Movimento Estudantil Universitário: Márcio Cabral
Diretor de Movimento estudantil Secundarista: Ossi Ferreira
Diretor de Jovens Trabalhadores: Vitor Espinoza
Diretor de Hip Hop e movimentos de periferia: Mano Oxi
Diretora de Jovens Cientistas: Elisângela Lizardo
Presidente UJS/SP: Renata Lemos Petta
Presidente UJS/RJ: Igor Bruno
Cultura e PPJ: Alexandre Santini
LGBT: Denilson Alves B Junior
ME Secundarista: Ismael de Almeida Cardoso
ME Universitário: André Tokarski
ME Universitário: Luana Bonone
ME Universirtário: Lúcia kluck Stumpf
Jovens Mulheres: Mariana Venturini
ME UNiversitário: Márvia Scardua
ME Secundarista: Osvaldo Roberto Lemos
Novas Tecnologias: Thiago Franco
ME Secundarista: Thiara Milhomem
Jovens Trabalhadores: Euzébio Jorge
Hip Hop e movimentos de periferia: Toni C

De São Paulo,

segunda-feira, 16 de março de 2009

PACTO PELA JUVENTUDE É META DO CONJUVE, DIZ NOVO PRESIDENTE

Com 38 votos, o representante do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC), Davi Barros Araújo, foi eleito presidente do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). O segundo candidato, Valério Bemfica, do Centro Popular de Cultura, obteve 12 votos. Em entrevista, Davi destaca que o governo precisa ouvir mais a juventude e que a meta do Conjuve ser a efetivação do Pacto pela Juventude.
A eleição, realizada na última terça-feira (10), em Brasília, durante a 16ª reunião do colegiado, contou com a participação de 50 conselheiros e registrou uma abstenção. Para a vice-presidência foi eleito Danilo Moreira, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, que exerceu o cargo de presidente em 2008.
O Conselho é composto por dois terços de representantes da sociedade civil e um terço de representantes governamentais, que são eleitos para um mandato de dois anos. A presidência e vice-presidência são alternadas, anualmente, entre os representantes dos dois segmentos.

Criado em 2005, o Conjuve desempenha um importante papel na consolidação da política nacional de juventude e teve participação fundamental na realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude, em abril de 2008. No ano passado, a presidência e vice-presidência foram exercidas, respectivamente, por Danilo Moreira, que é secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, e Maria Virgínia de Freitas, representante da ONG Ação Educativa.
O IJC comemora dez anos de atuação direta junto à juventude cearense e, segundo seus representantes, a eleição para o Conselho significa mais um marco na trajetória de vitórias alcançadas pelo Instituto, que começou nas pastorais sociais, a partir da necessidade de construir um instrumento de ação direta junto ao público juvenil.
Para a coordenadora de programas sociais do IJC, Camila Brandão, "David leva os princípios e os valores da Instituição e pode oportunizar ao Conjuve uma relação mais próxima com organizações e movimentos juvenis, com o objetivo de consolidar a política nacional de juventude como uma política de Estado”.

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Na sua opinião o que muda com a sociedade civil à frente da presidência do Conselho?
Davi – Acredito que a sociedade civil assume um papel mais protagonista na condução do Conjuve, inclusive no diálogo - para fora - dessa experiência de controle social. Na condição de sociedade civil, temos a oportunidade de pautar a juventude a partir desse espaço privilegiado de informação que é o Conselho Nacional de Juventude. Acho que a grande mudança está em assumir, tomar a frente das discussões que estão na pauta do Conselho este ano.

Qual a sua expectativa pessoal em relação a este desafio?

Davi - Minha grande expectativa é poder mobilizar a juventude brasileira para que a gente possa avançar na nossa pauta de discussão. E avançar na pauta significa aprovar o Plano Nacional de Juventude e dar continuidade às mobilizações que o Conselho, junto com a Secretaria Nacional de Juventude, vem realizando a partir da Conferência e do Encontro Nacional dos Conselhos de Juventude. É fazer com que a juventude brasileira tenha condições de criar, de construir a sua plataforma de demandas e direitos e apresentar ao poder público para servir de referência na sua atuação junto aos espaços de controle social. Essa é a minha grande expectativa. Na verdade foi esta a motivação para eu colocar meu nome à disposição do Pleno do Conselho.

Qual o maior desafio do Conselho, hoje, considerando as conquistas já obtidas?
Davi - Acho que o Conselho precisa se fortalecer ainda mais. Acredito que, internamente, precisamos ter uma equipe mínima que possa dar conta das tarefas. A gente precisa se potencializar e garantir a gestão democrática que a mesa diretora anterior vinha conduzindo a partir do colegiado das comissões, e precisamos aperfeiçoar nosso debate em relação ao parlamento e ao governo. Nós queremos ser mais ouvidos pelo governo e pelo parlamento no que diz respeito à condução da Política Nacional de Juventude e à construção dos marcos legais. Então, acho que o grande desafio é colocar esses elementos em prática.

O Pacto pela Juventude continua entre as prioridades do Conselho em 2009?
Davi - Acho que o Pacto foi uma experiência importantíssima que o Conselho pautou a partir da Conferência, inclusive como guardião daquilo que nós conseguimos com a Conferência Nacional de Juventude, com toda aquela pauta, aquelas prioridades que foram acordadas por mais de 400 mil jovens. Então, nós queremos levar isso à frente e poder prestar contas à sociedade e às organizações juvenis de como estamos buscando efetivar aquelas propostas. E mobilizar a juventude é criar uma relação mais efetiva entre a experiência do Conselho Nacional de Juventude e as experiências estaduais e municipais e, a partir daí, qualificar a intervenção dos novos conselhos para que eles possam, também, ser guardiões do Pacto pela Juventude, para que possam ser, também, aqueles que monitoram a ação do poder público para que a gente possa efetivar as resoluções e as prioridades da Conferência. E ao final do nosso mandato a gente pretende mensurar o impacto nessa relação construída com os conselhos de juventude espalhados pelo Brasil.

Fonte: http://www.juventude.gov.br/

sábado, 14 de março de 2009

Meia Passagem Já !

Por Theófilo Rodrigues

“Governo é que nem feijão: só funciona na pressão” - Frei Betto.

O 12º. CONEB da UNE realizado entre os dias 18 e 20 de janeiro na cidade de Salvador, talvez o maior de toda a história da entidade, caracterizou-se por formular o projeto de Reforma Universitária que guiará as ações do movimento estudantil brasileiro nos próximos anos.

Destaca-se dentro deste projeto a relevância dada à questão da assistência estudantil. Conforme nos indica o caderno de resoluções do 12º. CONEB, “a principal causa dos altos índices de evasão e retenção nas universidades brasileiras é a condição sócio-econômica de parcela significativa dos estudantes”.

Quem de nós não presenciou a dramática situação de colegas de turma que em determinados dias de sua vida acadêmica tiveram que optar entre tirar cópias dos textos indicados por professores ou se alimentar? Quem não teve colegas de turma que em determinados dias não podiam ir até a universidade por falta de dinheiro para o transporte?

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É no bojo desta discussão que se insere a necessidade da Meia Passagem para os estudantes universitários das instituições públicas e privadas. Esta é a bandeira central da União Estadual dos Estudantes do Rio de Janeiro (UEE-RJ). Sabemos que o transporte caro é uma das muitas razões da evasão universitária e por isso a bandeira da Meia Passagem é essencial para a garantia do acesso e permanência dos jovens no ensino superior brasileiro.

Essa política pública já é realidade em 17 capitais de todo o Brasil. No estado do Rio de Janeiro, já é realidade nas cidades de Volta Redonda e Petrópolis. Contudo, apesar deste debate fazer parte dos fóruns do movimento estudantil fluminense há um bom tempo, só a partir de 2008 que a luta passou a se materializar.

Em março de 2008 foi realizado o I Encontro de Estudantes do ProUni do estado do Rio de Janeiro, na cidade de Nova Iguaçu (RJ). O encontro fez parte do 3º Fórum Mundial de Educação e contou com as presenças do ministro da Educação, Fernando Haddad e do prefeito de Nova Iguaçu e ex-presidente da UNE (1992/93), Lindberg Farias, além da participação de aproximadamente dois mil estudantes. No Encontro, o prefeito Lindberg Farias anunciou a implementação da Meia Passagem para os estudantes beneficiados pelo ProUni em Nova Iguaçu.

Durante o processo eleitoral de 2008, a UEE-RJ entregou aos candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro a plataforma eleitoral formulada pelo movimento estudantil do estado que continha, entre diversas reivindicações, a implementação da Meia Passagem Universitária na cidade. Em reunião com centenas de estudantes de universidades como a Celso Lisboa e a Castelo Branco, o atual prefeito Eduardo Paes assinou um compromisso com a plataforma eleitoral dos estudantes, ou seja, assinou o compromisso de implementar no Rio de Janeiro a Meia Passagem Universitária.

Infelizmente, em nenhum dos dois casos supracitados a política pública da Meia Passagem Universitária tornou-se realidade. As promessas e compromissos assinados caíram no esquecimento. Por isso, desde fevereiro deste ano, a UEE-RJ, em harmônica parceria com a maior parte dos DCEs do estado tem realizado diversas atividades de calouradas, criando comitês universitários da campanha e paralisando ruas de forma a trazer a sociedade fluminense para o debate e conquistar sem mais delongas essa vitória para a juventude.

Universidades como a UERJ, UFRJ, PUC-Rio, UCB e UFF já foram palcos de grandes atividades que são apenas mais um passo em direção à conquista da Meia Passagem Universitária. Nem mesmo o carnaval do Rio de Janeiro foi poupado, sendo a sede da UNE, na Praia do Flamengo, 132, arena para o Bloco de Carnaval da Meia Passagem.

Como nos aconselha Frei Betto na epígrafe deste texto, governo só funciona sob pressão. E isto é o que o movimento estudantil do Rio de Janeiro fará até a vitória!

Theófilo Rodrigues – Estudante de Ciências Sociais da PUC-Rio, Diretor de Comunicação da UEE-RJ.

terça-feira, 10 de março de 2009

UJS lançará carteira de militante 2009 no Encontro Universitário

No próximo dia 23 de março, junto com o Encontro Nacional de Estudantes Universitários, será lançada a versão 2009 da Carteira Nacional de Militante da UJS. Comemorativa do aniversário de 25 anos da entidade, a nova carteirinha custará R$15 (anuidade) e poderá ser encomendada pela internet, através da página da UJS, com pagamento on-line e envio pelo correio. Durante o Encontro, sua confecção será na hora.A carteirinha é um instrumento de identificação do jovem socialista, que representa o vínculo dele com a organização, e também o mecanismo de contribuição anual do militante com a sua entidade.
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sábado, 7 de março de 2009

Março, mês de luta pelo direito da mulher


Helena Piragibe*

Março para nós mulheres é marcado pela reflexão sobre as desigualdades que ainda pairam na relação de gênero e que passados mais de um século da luta por emancipação, estas se aprofundam.

O momento econômico que vivemos expõe a fragilidade do sistema capitalista e nós não queremos pagar pela crise, com o desmantelamento dos equipamentos do Estado, o desemprego, o corte de gastos públicos nas áreas sociais e consequentemente retrocessos nas conquistas com a exploração do trabalho da mulher e seu retorno ao lar.

Apesar dos avanços conquistados pelas mulheres como a Lei Maria da Penha ainda é grande o número de vítimas diária da violência doméstica , que sofre duplamente à discriminação e à resistência da sociedade conservadora, que persiste em afirmar sua responsabilidade nas ações de violência passando muitas vezes de vítima à autora.

No Rio de Janeiro e na capital o mês de março será marcado por diversas atividades da União Brasileira de Mulheres (UBM) onde reafirmaremos nossas bandeiras na luta por nossa emancipação, conscientes de que ainda estamos carentes nas conquistas de nossos direitos e que o espaço político da mulher clama por sua ocupação.

Veja a seguir a programação das atividades na capital do Rio de Janeiro, divulgue e participe:

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8/03 (domingo) - Atividades nas Lonas Culturais : distribuição dos panfletos da UBM, exibição de filmes, palestras, etc

9/03 (segunda feira) - 18:00 horas , no Plenário da ALERJ - Prêmio Mulher Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro à Companheira Aglaete Nunes Martins ( são apenas 10 mulheres a receber o prêmio )

10/03 (terça-feira) - 15:00 horas - articulação nacional da UBM . Manifesto pelo Dia Internacional da Mulher. Local: Largo da Carioca.

19, 20 e 21 de março ( 5ª,6ª e sábado) - Primeiro encontro das Mulheres de Realengo. Dias marcados por diversas atividades envolvendo o núcleo da região em parcerias com outros movimentos.
Obs. Estamos aguardando programação dos outros núcleos da UBM na Capital

29/03 - domingo - Lançamento da Agenda Mulher Solidária – 16:00 às 21:00 horas no Centro Cultural Calouste Gulbenkian da companheira Itamarcia Marçal, onde estarão sendo homenageadas Mulheres da UBM

* Coordenadora da UBM Carioca

terça-feira, 3 de março de 2009

domingo, 1 de março de 2009

" É meia,meia,meia/ meia-mole, meia dura/ com meia-passagem ninguém me segura"


Por Geovane Barone

Era um sábado, dia 28 de fevereiro, em plena ressaca de carnaval.O lugar: Praia do Flamengo 132. Estudantes, artistas reunidos no terreirão da UNE. O nome do bloco: "Se Não Me Der Eu Tomo". Senhores da banda Universal com seus tambores e metais cantavam marchinhas e sambas inesquecíveis. Foram para a rua. Todos em frente a sede histórica. Moradores olhavam e dançavam; passantes olhavam e dançavam. Os estudantes cantavam, mexiam seus corpos, e exibia o ônibus da meia passagem, adereço construído pelos artistas do Centro Universitário de Cultura e Arte. Sim era mais uma manifestação estudantil; Sim era a UEE e a UNE; Sim era o CUCA filho do antigo CPC. A bandeira era "Meia-Passagem já!".

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A idéia floresceu no dia 14 de fevereiro quando foi lançado o "bloco da meia-passagem".O mesmo já percorreu dois universidades: a Castelo Branco e a UERJ.A banda Universal, juntamente com a UEE-RJ e o CUCA-RJ, chamavam os estudantes das universidades para assinar o abaixo-assinado da meia-passagem.Os atores circenses foram param ruas com cartazes e muita irreverência para mostrarem para as pessoas (sociedade) que circundavam o local do ato para mobilização. Carnaval, arte e reivindicação.

E o grito era claro: “O prefeito prometeu, o estudante vai cobrar: meia-passagem já!”. Estudantes pintavam a cara de verde e amarelo: "Os caras pintadas”. Estudante brasileiro é alegre, é festivo, é carnavalesco. Mesmo com todas as mazelas, dificuldades materiais... O povo samba. Exigir um direito com carnaval. Deixa a fantasia! Deixe que eles se encham de fantasias! É arte! é a mentira que pode revelar uma verdade.É teatro, é festa da carne. Quem falou que o povo brasileiro não tem "classe"? Quem falou que a universidade não tem classe? E os universitários? Será que todos têm grana para passagem? Quantas Xerox são obrigados a pagar? Direito para quem não tem direito. Direito senhor prefeito.

As entidades estudantis e o movimento cultural com isso querem dizer que mobilização se faz também com irreverência. O movimento estudantil é outro. A história é outra. Século XXI. Por isso, os métodos mudam, os estudantes mudam, os movimentos sociais mudam. Como atingir os estudantes hoje? Como politizar os despolitizados? É nessas tentativas que a gente vai experimentando a melhor forma de dialogar com aqueles que ficam pensando o seu futuro em frente ao quadro do professor e com aqueles que olham para o concreto do templo do conhecimento como a salvação.