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quinta-feira, 18 de março de 2010

Mesmo com chuva forte 200 mil pessoas saem em defesa do Rio


A chuva que caiu durante toda esta quarta-feira (17) não desaminou as 200 mil pessoas de diversos municípios do estado do Rio contra o que foi classificado como um verdadeiro “golpe federativo”. A população respondeu positivamente ao chamado do governo do estado e vestiu a camisa em defesa do Rio de Janeiro.

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Mas do céu não veio apenas a chuva. Dos prédios foi jogado o tradicional papel picado por aqueles que pararam o serviço para assistir a manifestação, que saiu da Candelária e percorreu a Avenida Rio Branco.
Desde o começo da tarde começaram a chegar as caravanas das mais variadas regiões do estado, muitos dos municípios de Campos, Miracema, Macaé, Niterói, São Gonçalo e da Baixada Fluminense, entre outros.
Nas faixas, panfletos e discursos apenas um tom: a indignação contra a
“covardia” feita ao Rio de Janeiro. O governador do Rio, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, estiveram à frente do ato.
"Esta não é uma conta aritmética, mas legal. Há uma Constituição Federal que manda dar aos estados e municípios indenização pela produção de petróleo ou no continente ou em plataforma continental. Depois, não se pode mexer em direito adquirido. O ato jurídico perfeito já existe. São R$ 7 bilhões, R$ 5 bilhões para o governo do estado e o restante para 89 municípios", frisou Cabral.
A secretária municipal de Cultura do Rio, Jandira Feghali, disse acreditar que o protesto pode ajudar a convencer os senadores a vetar as mudanças na partilha dos royalties.
Forte adesão
A manifestação contou com a adesão dos mais variados grupos, entidades e partidos. Marcaram presença centrais sindicais como CTB-RJ, CUT, NSCT e Força Sindical. Mais uma vez, os estudantes estiveram também em grande número. A UNE, UBES, UEE-RJ e UJS deixaram seu recado para a população do Rio de Janeiro. Para o presidente da UBES, Yann Evanovick, o estado não deve ter nenhum royalties a menos. Porém, ele disse que a educação deve receber mais recursos do petróleo. A passeata ganhou também o apoio de artistas da música e do cinema, como a cineasta Carla Carmurati, o grupo AfroReggae, a bailarina Ana Botafogo, a atriz Letícia Spiller, Lucinha Araújo, mãe do cantor Cazuza.

A UJS esteve presente com grande mobilização de todo o estado, 170 ônibus mobilizados pela UJS-RJ; as bandeiras da UJS tomaram conta da candelária ainda no inicio da passeata, como sempre a juventude teve grande protagonismo e irreverência, com materias que diziam, ”diga ao povo que fico assinado: royalties.




Um protesto carioca

Durante a caminhada, foi encenado o enterro do deputado Ibsen Pinheiro, autor da emenda que retira mais de R$ 7 bilhões por ano do Rio de Janeiro. Um boneco com sua caricatura foi linchado pela população.
No momento em que a manifestação chegava à Cinelândia, a chuva ficou ainda mais forte. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse então que ficou decidido que não haveria discursos de políticos. A noite continuou com a apresentação de shows musicais, como Fernanda Abreu, Alcione, Neguinho da Beija-Flor e outros

Um comentário:

Fernando Rangel disse...

fala feras da UJS!! Estou passando para parabenizar a grande mobilização que vcs fizeram para defender o Rio de Janeiro e o Brasil. Parabéns para todos os ativistas da UJS. Um abraço,
Igor Bruno