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quinta-feira, 2 de abril de 2009

UJS Carioca faz ato na porta do Clube Militar contra ''festa dos ditadores''

Militantes da União da Juventude Socialista do Rio de Janeiro promoveram um ato de repúdio, na porta do Clube Militar, contra o que eles chamaram de ''festa dos ditadores''. Os jovens criticaram o que os militares chamaram de comemoração pelo ''45º aniversário da revolução democrática'' e pediram a abertura dos arquivos secretos da Ditadura Militar.
Durante a manifestação, os estudantes exibiram cartazes do ex-presidente da UNE, Honestino Guimarães e exigiram que os militares “entreguem o seu corpo”, que até hoje se encontra desaparecido. Outros jovens mortos pela Ditadura Militar também foram lembrados como heróis, como Helenira Rezende, Edson Luís e Stuart Angel.
Na entrada do Clube Militar, a UJS pintou o chão de verde, simbolizando as botas e o vermelho do sangue daqueles que foram torturados e mortos. “Ditadura não tem que ser comemorada. São milhares de vítimas, centenas de desaparecidos e mortos, muita gente torturada. A gente merece pedido de desculpas” disse o presidente da UJS/RJ, Igor Bruno.
Mesmo depois de 24 anos do fim da ditadura, parece que alguns militares continuam mantendo seus poderes. Logo após a chegada da UJS, duas blazers e cerca de 20 policias militares chegaram ao local para se somarem aos policiais do exército e seguranças, que logo circundaram os jovens. Ao mesmo tempo, um pedaço da Avenida Rio Branco foi fechada para a saída daqueles que comemoravam o golpe.
No fim da tarde, os senhores começaram a sair do Clube Militar, todos chamados de terroristas, assassinos e fascistas. Alguns transeuntes se somaram a manifestação pela indignação com a “festa” dos militares.
Segundo Daniel Iliescu, que ressaltou a importância das forças militares para a garantia da soberania nacional e o desenvolvimento do país, não era possível “esquecer dos jovens que foram torturados e do incêndio da sede da UNE, primeiro ato da Ditadura Militar”.

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