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terça-feira, 6 de setembro de 2011

 Ocupação da Reitoria da UFF, essa luta nos une!



Somos a UJS, União da Juventude Socialista, que esteve a frente da Chapa 3 - Reinventar (Oposição), nas ultimas eleições de DCE. 
 
Após as polêmicas eleições de DCE dividirem as opiniões dos estudantes, a UFF vive um novo capítulo de suas lutas estudantis, um momento em que nos unimos por um bem comum: derrotar os que em nome de interesses privados querem destruir a democracia universitária.

No dia 31/08, centenas de estudantes ocuparam a reitoria em uma Manifestação pacífica contra a construção imposta da Via Orla e da Via 100 no campus do Gragoatá, e lá permaneceram. É um ato de protesto contra um obscuro acordo entre a Reitoria da UFF e a prefeitura de Niterói, que pretendem ceder espaço da universidade para a construção destas duas vias de trânsito. Elas passariam por dentro do Gragoatá, inclusive demolindo parte da Creche Universitária, e forçando a remoção de uma comunidade carente que está em terreno da UFF. Esta decisão que afeta a vida cotidiana de milhares de pessoas, e é tomada sem qualquer discussão aberta à comunidade.

Nos perguntamos: por que a reitoria tem tanta pressa de construir as vias, e não tem a mesma pressa para cobrar que as empreiteiras que até hoje não entregaram os prédios com novas salas de aula? Todas as obras estão atrasadas, tanto no gragoatá, tanto na praia vermelha, tanto nem cidades do como Campos, Pádua, Rio das Ostras, etc. Quanto à prefeitura, Nos perguntamos: Se até agora o Prefeito Jorge Roberto não garantiu moradia aos desabrigados das chuvas, de um ano atrás, o que será da comunidade desalojada do Gragoatá?! Nós da UJS achamos que a construção destas vias não é solução para os problemas do transporte público de Niterói. A cidade precisa de um modelo de planejamento mais democrático, menos elitista e excludente, que combata o pesado custo de moradia e vida que há na cidade, em que se inclua transporte público de qualidade. É para as empreiteiras, as imobiliárias, e os grandes empresários envolvidos na construção do Condomínio Gragoatá Bay que as obras surgem. Este projeto existe para a valorização dos terrenos ao redor do Gragoatá, beneficiando uma pequena elite que vive de especulação imobiliária, que tem íntimas ligações com o Poder em Niterói.

As lutas da UFF são parte de lutas que ocorrem no movimento estudantil de todo o País, unindo milhares de estudantes. Acreditamos que para mudar a educação neste país, é preciso mais clareza de projeto. O Governo Dilma deve suspender imediatamente os cortes de 3 bilhões de reais que pesam sobre a educação, abaixar as taxas de juros, e abandonar a politica conservadora da macro-economia, que com a posição de manter o superávit primário, retiram 10 bilhões que poderiam ser investidos em educação. Estas são as pautas que a União Nacional dos Estudantes (UNE) defendem, e que levaram mais de 20 mil estudantes às ruas de Brasilia, e centenas de milhares de estudantes mobilizados em todo o país.


Diante da ausência de discussão, da falta de democracia, do total descompromisso com o Povo que vem se mostrando tanto na prefeitura de Jorge Roberto Silveira quanto na Reitoria de Roberto Salles, a UJS aposta no poder transformador e na capacidade de lutar dos estudantes da Ocupação Cremilda-Gutierrez. Acreditamos nesta ampla unidade do Movimento estudantil, em que deixamos de lado o que nos separa para abraçar tudo o que nos UNE. Oposição, situação, partidários, apartidários, comunistas, anarquistas, socialistas, capitalistas... somos todos ESTUDANTES, lutamos Contra Salles, Jorge, e seu projeto elitista de Universidade e Sociedade.

Por Blog UJS na Uff

domingo, 4 de setembro de 2011

1º COMEB ( Congresso Municipal de Entidades de Base)

No dia 27/08/2011, foi realizado o 1º COMEB, na Escola Técnica Estadual Visconde de Mauá, onde estiveram presente diversos grêmios de escolas de todos os cantos do município do Rio de Janeiro, os mesmos participaram de grupos de debates, onde foi discutido movimento estudantil, juventude, opressões e cada estudante pode dar sua opinião sobre estes temas, mostrando desta forma a cara da juventude carioca e desta forma, ajudando a consolidar e fortalecer cada vez mais, o movimento secundarista na cidade do Rio de Janeiro. Ainda contamos com a grande presença de Yann Evanovick, Presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), que falou sobre a conjuntura nacional da educação e movimento estudantil. 




sexta-feira, 22 de julho de 2011

PCR se retira de debate durante fala de nosso camarada Caio Bayma



Durante fala de nosso camarada Caio Bayma - Estudante de Matemática/UERJ, no debate cujo tema era Democratização do Acesso a Universidade Pública, militantes do PCR se retiram da sala de debate.

"A esquerda ela domina e a direita ela destrói, e nas ruas ela conquista qualquer um que ela encontra, não tenho medo de morrer, revolução é pra valer, eu amo esta entidade e o nome dela eu vou dizer... UJS!"

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fatos Sociais: A UNE e o jornalismo (??) marrom de O Globo

Fatos Sociais: A UNE e o jornalismo (??) marrom de O Globo: "Saiu na capa do jornal O Globo de hoje: 'UNE faz Congresso Chapa Branca' Que jornalismo é este que deixa de lado os fatos para em..."

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Sergio Cabral e a opressão aos bombeiros do Rio de Janeiro

A manhã deste sábado foi marcada por um ato covarde do governo do estado do Rio de Janeiro: como forma de conter a greve dos bombeiros, o BOPE e o Batalhão de Choque entraram em ação violentamente.

Como era de se esperar, a Rede Globo - assessoria de imprensa do governo Sergio Cabral - utilizou sua concessão pública para legitimar o ato violento do Estado.

Segue abaixo a nota divulgada pela União da Juventude Socialista em apoio aos trabalhadores do Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro.

(Centenas de trabalhadores e familiares ocupam o Quartel dos Bombeiros)

Nota de solidariedade aos bombeiros do Rio de Janeiro

A União da Juventude Socialista (UJS) manifesta através desta nota sua solidariedade aos trabalhadores do Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro que hoje foram atacados violentamente durante manifestação pacífica.

A greve dos bombeiros em defesa de reajuste salarial foi reprimida com tiros pelo BOPE e pelo Batalhão de Choque do Rio de Janeiro. Com total apoio do governador Sergio Cabral, a polícia utilizou mais uma vez de seu monopólio legal da violência para oprimir os trabalhadores. O próprio governador chegou a classificar os trabalhadores em greve de “irresponsáveis e vândalos”, além de anunciar que irá processá-los.

A criminalização da luta dos trabalhadores é usual no modo de produção capitalista. O ocorrido comprova à que interesses estruturais serve o Estado. A UJS, organização revolucionária da juventude brasileira, se apresenta ao lado destes trabalhadores na luta pela necessária valorização salarial. Jamais aceitaremos a naturalização da criminalização dos movimentos sociais.

A UJS manifesta também seu apoio à luta dos policiais e dos bombeiros pela aprovação da PEC 300 que garante o piso salarial nacional para estes trabalhadores. A segurança pública só será tratada como prioridade no dia em que seus principais executores, policiais e bombeiros, receberem um salário digno do trabalho que exercem.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Plenáia Municipal da UJS Carioca

Em meio a construção do Congresso da AMES a UJS Carioca realizará nesta quarta feira às 14h no Colégio Souza Aguiar, no centro do Rio mais uma plenária para aprofundar o debate rumo ao Congresso. É importante a participação de todos os nossos militantes e filiados para que cada vez mais estejamos organizados para essa grande batalha.

Data: 01/06/2011 (quarta feira)

Local: Colégio Souza Aguiar

Horário: 14h

Não deixem de ir!!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Reserva de Vagas - Consuni UFRJ


A UFRJ adotará ações afirmativas, para facilitar o ingresso de estudantes de baixa renda familiar e oriundos do sistema público de ensino, em seu concurso de acesso aos cursos de graduação, já para o ano de 2011. A proposta, que foi aprovada na reunião do Conselho Universitário (Consuni) desta quinta-feira, 12 de agosto, prevê ainda a manutenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como uma das formas de acesso, e a adesão da universidade ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

No entanto, questões mais específicas, como o percentual de vagas destinadas ao novo regime de acesso e a política de assistência estudantil necessária para a permanência dos estudantes de baixa renda, não obtiveram consenso e serão deliberadas em sessão extraordinária do Consuni, no dia 19 de agosto.


A proposta original, encaminhada pela Reitoria, previa que 50% das vagas da UFRJ seriam distribuídas de acordo com o SiSU e as notas do Enem, sendo a metade restante ofertada em uma prova discursiva, seguindo o modelo tradicional de avaliação da UFRJ. Dentre as vagas do Enem, 20% seriam destinadas e estudantes do sistema público de ensino e com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio, perfazendo 10% do total de vagas.


Marcello Corrêa e Castro, representante do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), seguindo a decisão do colegiado de sua decania, defendeu que essa oferta de vagas fosse ampliada para 20% do total ofertado pela universidade. Ambas as propostas foram consideradas tímidas pelos conselheiros discentes e técnico-administrativos, que exortaram o Conselho para que aprovasse a destinação de 50% das vagas para cotas sociais.


Antes que os conselheiros iniciassem o debate, a presidente da Comissão de Acesso do Conselho de Ensino em Graduação (CEG), Ana Maria Ribeiro, apresentou o panorama do acesso à graduação no país e na UFRJ, de maneira mais específica. Quase 74 mil estudantes se inscreveram no concurso de acesso à UFRJ de 2010. No entanto, 52% dos candidatos se concentraram em apenas sete das 116 opções de cursos de graduação da universidade.


Quatro em cada cinco pessoas que concluem o ensino médio no Rio de Janeiro, o fazem na rede pública de ensino, no entanto 54% dos inscritos no concurso da UFRJ são estudantes de escolas particulares, o que indica que muitos estudantes da rede pública não tentam ingressar na universidade, mesmo com a gratuidade do último exame. Apenas 6,29% dos estudantes da rede estadual de ensino conseguiram ser aprovados no último concurso de acesso à graduação na UFRJ, face a 12,32% daqueles oriundos de escolas particulares e 17,31% da rede pública federal de ensino médio.


Esse bom aproveitamento das escolas federais levou o professor Marcelo Paixão, representante do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) a propor que as cotas sejam restritas às escolas estaduais, que possuem menor índice de aprovação. Segundo Paixão, 20% dos estudantes da UFRJ já atendem ao perfil proposto pela Reitoria para as cotas sociais, portanto, em sua visão, instituir cotas inferiores ou mesmo equivalentes a 20% do total de vagas da universidade não surtiria qualquer efeito na democratização do acesso.


O professor Marcos Cavalcanti, representante do Centro de Tecnologia (CT), argumentou que o critério proposto para o recorte por renda familiar deveria ser revisto. De acordo com Cavalcanti, apenas os 10% mais ricos do país têm renda familiar per capita acima de um salário-mínimo e meio. Segundo dados do professor, a renda que realmente divide o país é de 300 reais per capita. Metade dos brasileiros teria renda inferior a esse limite e a outra metade superior.


O reitor Aloisio Teixeira enfatizou que a proposta discutida terá caráter experimental, sendo adotada em 2011 e ensejando debates posteriores mais profundos. O reitor destacou que, mesmo que a universidade como um todo tenha um percentual superior a 10% de estudantes dentro do perfil proposto, isso não se dá em cursos como Medicina e Direito, nos quais a adoção desse percentual já seria uma medida claramente democratizante.A UFRJ adotará ações afirmativas, para facilitar o ingresso de estudantes de baixa renda familiar e oriundos do sistema público de ensino, em seu concurso de acesso aos cursos de graduação, já para o ano de 2011. A proposta, que foi aprovada na reunião do Conselho Universitário (Consuni) desta quinta-feira, 12 de agosto, prevê ainda a manutenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como uma das formas de acesso, e a adesão da universidade ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU).


No entanto, questões mais específicas, como o percentual de vagas destinadas ao novo regime de acesso e a política de assistência estudantil necessária para a permanência dos estudantes de baixa renda, não obtiveram consenso e serão deliberadas em sessão extraordinária do Consuni, no dia 19 de agosto.


A proposta original, encaminhada pela Reitoria, previa que 50% das vagas da UFRJ seriam distribuídas de acordo com o SiSU e as notas do Enem, sendo a metade restante ofertada em uma prova discursiva, seguindo o modelo tradicional de avaliação da UFRJ. Dentre as vagas do Enem, 20% seriam destinadas e estudantes do sistema público de ensino e com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio, perfazendo 10% do total de vagas.


Marcello Corrêa e Castro, representante do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), seguindo a decisão do colegiado de sua decania, defendeu que essa oferta de vagas fosse ampliada para 20% do total ofertado pela universidade. Ambas as propostas foram consideradas tímidas pelos conselheiros discentes e técnico-administrativos, que exortaram o Conselho para que aprovasse a destinação de 50% das vagas para cotas sociais.


Antes que os conselheiros iniciassem o debate, a presidente da Comissão de Acesso do Conselho de Ensino em Graduação (CEG), Ana Maria Ribeiro, apresentou o panorama do acesso à graduação no país e na UFRJ, de maneira mais específica. Quase 74 mil estudantes se inscreveram no concurso de acesso à UFRJ de 2010. No entanto, 52% dos candidatos se concentraram em apenas sete das 116 opções de cursos de graduação da universidade.


Quatro em cada cinco pessoas que concluem o ensino médio no Rio de Janeiro, o fazem na rede pública de ensino, no entanto 54% dos inscritos no concurso da UFRJ são estudantes de escolas particulares, o que indica que muitos estudantes da rede pública não tentam ingressar na universidade, mesmo com a gratuidade do último exame. Apenas 6,29% dos estudantes da rede estadual de ensino conseguiram ser aprovados no último concurso de acesso à graduação na UFRJ, face a 12,32% daqueles oriundos de escolas particulares e 17,31% da rede pública federal de ensino médio.


Esse bom aproveitamento das escolas federais levou o professor Marcelo Paixão, representante do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) a propor que as cotas sejam restritas às escolas estaduais, que possuem menor índice de aprovação. Segundo Paixão, 20% dos estudantes da UFRJ já atendem ao perfil proposto pela Reitoria para as cotas sociais, portanto, em sua visão, instituir cotas inferiores ou mesmo equivalentes a 20% do total de vagas da universidade não surtiria qualquer efeito na democratização do acesso.


O professor Marcos Cavalcanti, representante do Centro de Tecnologia (CT), argumentou que o critério proposto para o recorte por renda familiar deveria ser revisto. De acordo com Cavalcanti, apenas os 10% mais ricos do país têm renda familiar per capita acima de um salário-mínimo e meio. Segundo dados do professor, a renda que realmente divide o país é de 300 reais per capita. Metade dos brasileiros teria renda inferior a esse limite e a outra metade superior.


O reitor Aloisio Teixeira enfatizou que a proposta discutida terá caráter experimental, sendo adotada em 2011 e ensejando debates posteriores mais profundos. O reitor destacou que, mesmo que a universidade como um todo tenha um percentual superior a 10% de estudantes dentro do perfil proposto, isso não se dá em cursos como Medicina e Direito, nos quais a adoção desse percentual já seria uma medida claramente democratizante.A UFRJ adotará ações afirmativas, para facilitar o ingresso de estudantes de baixa renda familiar e oriundos do sistema público de ensino, em seu concurso de acesso aos cursos de graduação, já para o ano de 2011. A proposta, que foi aprovada na reunião do Conselho Universitário (Consuni) desta quinta-feira, 12 de agosto, prevê ainda a manutenção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como uma das formas de acesso, e a adesão da universidade ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU).


No entanto, questões mais específicas, como o percentual de vagas destinadas ao novo regime de acesso e a política de assistência estudantil necessária para a permanência dos estudantes de baixa renda, não obtiveram consenso e serão deliberadas em sessão extraordinária do Consuni, no dia 19 de agosto.


A proposta original, encaminhada pela Reitoria, previa que 50% das vagas da UFRJ seriam distribuídas de acordo com o SiSU e as notas do Enem, sendo a metade restante ofertada em uma prova discursiva, seguindo o modelo tradicional de avaliação da UFRJ. Dentre as vagas do Enem, 20% seriam destinadas e estudantes do sistema público de ensino e com renda familiar per capita inferior a um salário mínimo e meio, perfazendo 10% do total de vagas.


Marcello Corrêa e Castro, representante do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), seguindo a decisão do colegiado de sua decania, defendeu que essa oferta de vagas fosse ampliada para 20% do total ofertado pela universidade. Ambas as propostas foram consideradas tímidas pelos conselheiros discentes e técnico-administrativos, que exortaram o Conselho para que aprovasse a destinação de 50% das vagas para cotas sociais.


Antes que os conselheiros iniciassem o debate, a presidente da Comissão de Acesso do Conselho de Ensino em Graduação (CEG), Ana Maria Ribeiro, apresentou o panorama do acesso à graduação no país e na UFRJ, de maneira mais específica. Quase 74 mil estudantes se inscreveram no concurso de acesso à UFRJ de 2010. No entanto, 52% dos candidatos se concentraram em apenas sete das 116 opções de cursos de graduação da universidade.


Quatro em cada cinco pessoas que concluem o ensino médio no Rio de Janeiro, o fazem na rede pública de ensino, no entanto 54% dos inscritos no concurso da UFRJ são estudantes de escolas particulares, o que indica que muitos estudantes da rede pública não tentam ingressar na universidade, mesmo com a gratuidade do último exame. Apenas 6,29% dos estudantes da rede estadual de ensino conseguiram ser aprovados no último concurso de acesso à graduação na UFRJ, face a 12,32% daqueles oriundos de escolas particulares e 17,31% da rede pública federal de ensino médio.


Esse bom aproveitamento das escolas federais levou o professor Marcelo Paixão, representante do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) a propor que as cotas sejam restritas às escolas estaduais, que possuem menor índice de aprovação. Segundo Paixão, 20% dos estudantes da UFRJ já atendem ao perfil proposto pela Reitoria para as cotas sociais, portanto, em sua visão, instituir cotas inferiores ou mesmo equivalentes a 20% do total de vagas da universidade não surtiria qualquer efeito na democratização do acesso.


O professor Marcos Cavalcanti, representante do Centro de Tecnologia (CT), argumentou que o critério proposto para o recorte por renda familiar deveria ser revisto. De acordo com Cavalcanti, apenas os 10% mais ricos do país têm renda familiar per capita acima de um salário-mínimo e meio. Segundo dados do professor, a renda que realmente divide o país é de 300 reais per capita. Metade dos brasileiros teria renda inferior a esse limite e a outra metade superior.


O reitor Aloisio Teixeira enfatizou que a proposta discutida terá caráter experimental, sendo adotada em 2011 e ensejando debates posteriores mais profundos. O reitor destacou que, mesmo que a universidade como um todo tenha um percentual superior a 10% de estudantes dentro do perfil proposto, isso não se dá em cursos como Medicina e Direito, nos quais a adoção desse percentual já seria uma medida claramente democratizante.



fonte:


site da UFRJ


http://www.ufrj.br/