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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mudança no calendário do vestibular da Uerj não afetará ano letivo de 2010

A mudança na data do exame discursivo do vestibular 2010 da Uerj não vai alterar o calendário letivo da universidade. O anúncio foi feito no dia 7 pelo reitor Ricardo Vieiralves.

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O motivo da polêmica envolvendo as provas da Uerj começou depois que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi cancelado por vazamento de questões da prova.

A data do exame nacional, que a partir deste ano serviria como vestibular unificado para as universidades federais do país, incluindo as do Rio de Janeiro, foi adiada para os dias 5 e 6 de dezembro, coincidindo com a segunda fase da Uerj. A prova agora será aplicada no dia 13 de outubro. A notícia é um alívio para os mais de 40 mil estudantes que precisariam optar por apenas uma das provas.

A mudança atinge também candidatos às academias da PM e do Corpo de Bombeiros. Diante da confusão das datas, comum a cada ano, Vieiralves anunciou também uma proposta formal já entregue ao governo federal, pedindo a unificação do vestibular das universidades públicas. Desta forma, o Enem seria a primeira fase para a UFRJ, UniRio, UFF, Uerj e Uenf. Segundo o reitor, a medida interessou o Ministério da Educação.

“Além de simplificar o calendário, vamos acabar com as vagas ociosas nas universidades públicas, através da regionalização do vestibular. Porque hoje, o estudante passa para mais de uma faculdade e se inscreve em todas, podendo desistir depois. Existem muito mais alunos classificados no vestibular do que o número de vagas, e mesmo assim acabam sobrando vagas. A proposta já foi encaminhada ao ministro, e ele se mostrou animado. Todo mundo com o mesmo calendário, mesma estrutura de prova, seria um benefício enorme para o estudante”, disse o reitor da Uerj.

Os concursos do IBGE e da Receita Federal também foram adiados para não caírem no mesmo dia do Enem

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Nota em repúdio às declarações de Jarbas Vasconcelos contra o PCdoB

A União da Juventude Socialista manifesta seu repúdio ante a infeliz declaração do senador Jarbas Vasconcelos em relação ao Partido Comunista do Brasil, mais antiga agremiação política do país.

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No ocaso de sua carreira política, o parlamentar pernambucano resolveu aparecer saindo-se com a seguinte pérola antidemocrática, em palestra na Escola Supeior de Guerra: "muita gente diz que, com a cláusula de barreira, vão acabar os partidos pequenos, vai acabar o PCdoB... Que mal há em acabar o PCdoB?”.

A União da Juventude Socialista responde ao senador. A mais rápida passada de olhos sobre a história do país, senador Jarbas, demonstra que a existência legal do Partido Comunista sempre foi um termômetro da normalidade democrática. Todas as vezes que a democracia sucumbiu, os primeiros a sentir na carne os sintomas foram os comunistas. Só isso já demonstraria "qual o mal em acabar o PCdoB", senador.

Aliás, o senhor, que iniciou a trajetória justamente combatendo a ditadura, parece estar sofrendo de um saudosismo às avessas, não? Agora, no pleno vigor da democracia, ressente-se das medidas ditatoriais.

Por sua lógica torta, enviezada, da mesma maneira que pode acabar o PCdoB, provavelmente possam acabar muitos outros partidos. Talvez, para seu gosto, acabem todos aqueles que crescem em Pernambuco e há muito tempo têm lhe tirado votos.

Não deixe, senador, que o desespero pela aproximação do encontro com as urnas aumente ainda mais os estragos que sua posição conservadora no Senado já tem lhe causado.

Respeite a democracia. Respeite as lutas do povo e a história do Brasil. Respeite os ouvidos alheios.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Monique Lemos é eleita presidente da UJS-RJ

A plenária da União da Juventude Socialista do Rio de Janeiro elegeu neste domingo (27), a historiadora Monique Lemos, 26 anos, para a presidência da entidade. Mais de 50 jovens de diversos municípios participaram do encontro estadual.
A plenária foi aberta no dia 25 com a palestra da presidente do PCdoB-RJ, Ana Rocha, que abordou a conjuntura estadual e os desafios políticos para 2010. Ao mesmo tempo, convocou a juventude a participar ativamente do processo eleitoral para garantir a continuidade de um governo progressista.
No dia seguinte, os militantes da UJS fizeram uma avaliação da gestão e apontaram perspectivas para os últimos meses deste ano. Eles iniciaram os debates e as metas para o congresso da UJS, que será realizado no próximo ano. A cidade do Rio de Janeiro é uma das candidatas a receber o congresso nacional da entidade.
No dia 28, o debate foi centrado na construção de uma entidade estadual dos estudantes secundaristas e o próximo congresso da UBES. Para os militantes da UJS, essa nova entidade, que deve ser criada no mês de novembro, vai contribuir na organização das lutas específicas dos secundaristas.
Ao final, foi apresentada pelo agora ex-presidente da UJS-RJ, Igor Bruno, a nova direção da entidade. Para a nova presidente, Monique Lemos, “o último período da UJS-RJ simbolizou um processo de crescimento e organização vitorioso para nossa entidade, contudo queremos ser uma UJS de milhões. Por isso o desafio desta gestão é ampliar as fileiras da UJS aumentando seu protagonismo e contribuindo para aprofundar as mudanças em nosso país”.
A plenária também foi marcada pela comemoração dos 25 anos de fundação da UJS. Também estiveram presentes o presidente da UBES, Ismael Cardoso, e o vice-presidente do PCdoB-Carioca, Marcos Oliveira (Marcão).

Nova Executiva da UJS-RJ

Monique Lemos - Presidente
Rodrigo Lua - Sec. de Organização
Natanael Firmino - Sec. de Movimento Universitário
Igor Mayworm - Sec. de Movimento Secundarista
Roberto Nunes – Sec. de Formação e Presidente da UJS Carioca
Renato Oliveira – Sec. de Comunicação
Thiago Machado - Tesoureiro
Marcelo "Durango" - HipHop e Cultura
Vitor Vogel - S/ pasta. Pres. da UJS de Niterói

UFRJ HOMENAGERÁ ALUNOS PROFESSORES MORTOS E DESAPARECIDOS PELA DITADURA MILITAR

A Universidade Federal do Rio de Janeiro vai homenagear 25 mortos e desaparecidos políticos (23 alunos e dois professores), no próximo dia 30, às 10 horas no Auditório Manoel Maurício de Albuquerque/CFCH, durante a solenidade de abertura do Seminário – Anistia: reparação e memória promovido pelo Núcleo de Políticas Públicas em Direitos Humanos.


DIA 30 DE SETEMBRO DE 2009
LOCAL- AUDITORIO MANOEL MAURICIO DE ALBUQUERQUE
SALA ANISIO TEIXEIRA
MESAS REDONDAS ÀS 10 HORAS E 18 HORAS

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O Seminário tem o objetivo de aprofundar o debate sobre a Lei da Anistia promulgada em 1979 através de mesas-redondas, apresentação de filmes e exposição sobre a temática. O evento é resultado de uma parceria do NEPP-DH com o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e o Centro de Justiça Internacional (Cejil).

Estarão presentes, neste evento, o Ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo de Tarso Vannuchi, o Reitor da UFRJ, professor Aloísio Teixeira, o decano do CFCH, professor Marcelo Macedo Correa e Castro, a diretora do Nepp-DH, professora Mariléa Venâncio Porfírio, Hidelgard Angel e outros familiares dos atingidos pela ditadura, além demais autoridades da universidade convidadas.

De acordo com a diretora do Nepp-DH Mariléa Porfírio “é imprescindível e urgente revisitar esse período tão sombrio da história brasileira, retomando a discussão da Lei da Anistia e problematizando seus efeitos e implicações, em busca da reconstrução permanente da memória de nosso país”.

A Seguir a lista dos mortos e desaparecidos:
PROFESSORES E ESTUDANTES
MORTOS/DESAPARECIDOS POLÍTICOS DA UFRJ

1 - Adriano Fonseca Fernandes Filho (PC do B – Araguaia) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS
2 – Ana Maria Nacinovic Corrêa– ALN – Escola de Belas Artes
3 – Antônio de Pádua Costa (PC do B – Araguaia) – Instituto de Física – IF
4 – Antônio Teodoro de Castro (PC do B – Araguaia) – Faculdade de Farmácia -FFA
5 - Antônio Sérgio de Matos (ALN) - Faculdade Nacional de Direito - FND
6 - Arildo Aírton Valadão (PC do B – Araguaia) – Instituto de Física - IF
7 – Áurea Eliza Pereira Valadão (PC do B – Araguaia) – Instituto de Física – IF
8 - Ciro Flávio Salazar de Oliveira (PC do B – Araguaia) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
9- Fernando Augusto da Fonseca (PCBR) - Instituto de Economia
10 -Flávio Carvalho Molina (MOLIPO) – Instituto de Química
11 – Frederico Eduardo Mayr (Molipo) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAU
12 – Guilherme Gomes Lund (PC do B – Araguaia) - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAU
13 - Hélio Luís Navarro de Magalhães (PC do B – Araguaia) – Instituto de Química e Instituto de Física
14 – Jana Moroni Barroso (PC do B – Araguaia) – Instituto de Biologia - IB
15 -José Roberto Spinger (MR 8) – Instituto de Economia - IE
16 -Kleber Lemos da Silva (PC do B – Araguaia) formado em economia nasceu no Rio de Janeiro – Ciências Sociais - IFCS
17 – Lincoln Bicalho Roque - (PC do B) - Professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais – IFCS

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Globo, Folha e o medo dos blogueiros

Altamiro Borges
Os latifundiários da mídia e seus colunistas de aluguel, que tanto bravateiam sobre a “liberdade de expressão”, estão preocupados com o uso democrático e crescente da internet no Brasil. Eles temem a migração, principalmente dos jovens, para os blogs, twitter e outras redes sociais. Estão apreensivos com a queda abrupta das tiragens dos jornalões tradicionais e mesmo das audiências da TV. O uso da internet, ao menos temporariamente, tem representado um golpe na forma unidirecional e autoritária que impera na mídia. Ela possibilita mecanismos mais participativos e interativos de comunicação, o que abala o pensamento único alienante e emburrecedor da ditadura midiática.

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“Princípios e valores” dos Marinhos
Segundo informações do sítio Comunique-se, a TV Globo e o jornal Folha de S.Paulo baixaram medidas para coibir os seus funcionários de usarem blogs, twitter e outras redes. “A hospedagem em portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com a prévia autorização formal da empresa”, afirma o comunicado ditatorial da família Marinho de 10 de setembro.
A medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora e teria gerado críticas dos funcionários. “A atriz Fernanda Paes Leme reclamou: ‘Não existe arte sem liberdade de expressão. Blog e twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem… Eu vou continuar por aqui’”, registrou o Comunique-se. Procurada pela redação, a direção da TV Globo alegou que a medida tem o objetivo de proteger seus “conteúdos da exploração indevida por terceiros, assim como preservar seus princípios e valores”.
Clóvis Rossi, o padre medieval
Já a Folha anunciou em comunicado interno que os jornalistas e colunistas deste veículo deverão seguir “algumas regras” para o uso dos blogs e twitter. “A recomendação, assinada pela editoria executiva, é que os profissionais não assumam opiniões partidárias sobre qualquer candidato ou campanha, e também veda a publicação de conteúdo exclusivo, acessível apenas para assinantes do jornal”. A medida não surpreendeu alguns jornalistas da Folha, que há muito se queixam do excessivo controle exercido pela direção da empresa na produção de conteúdos.
Já o paparicado colunista Clóvis Rossi, que se acha acima do bem e do mal, deve ter gostado desta nova restrição. Em sua coluna, ele expressou o seu total desprezo pela “praga dos blogs”. Como ironizou o blogueiro Rodrigo Vianna, “o resmungo de Rossi lembra-me a amargura de um padre ‘medieval’, que tinha o monopólio da palavra e do saber e, de repente, sente-se perdido ao ver que, após Gutenberg, a Bíblia poderia ser impressa e interpretada sem a ajuda dos clérigos. O velho jornalismo é conservadorismo em estado bruto. É o absolutismo da informação”.
Rodrigo Vianna também aproveita para descrever a triste trajetória deste colunista da ditabranda. “Quem não vive em São Paulo talvez nem saiba direito quem é ele. O Rossi costumava ser um grande repórter. Ainda hoje, quando vai à rua, produz bons textos… Como colunista, porém, ele tem aquela mania execrável de escrever mais para o patrão (e para a ‘turminha’ da Folha) do que para o leitor”. É este servil jornalista, “em seu pedestal”, que resmunga contra a internet, fazendo coro com as medidas autoritárias que restringem o uso de blogs, twitter e outras redes. Depois, eles ainda fazem as suas bravatas sobre a “liberdade de expressão”. Não há credibilidade que resista.
Fonte: http://www.vermelho.org.br/blogs/altamiroborges/